O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, aparece ao lado de líderes do Irã e do grupo libanês Hezbollah como um dos inimigos do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em uma propaganda política divulgada nesta segunda-feira, 17.
O anúncio mostra Mamdani diante de um fundo preto com o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, o chefe do Hezbollah, Naim Qassem, e o presidente da Turquia, Recep Erdogan.
“Eles querem que Netanyahu perca (o cargo de premiê israelense nas próximas eleições). Não os deixem vencer”, diz a propaganda política. A imagem também foi compartilhada pelo Likud, partido de Netanyahu.
O primeiro-ministro de Israel republicou a imagem em suas redes sociais com a seguinte legenda: “Não deixe que vençam”.
Netanyahu é candidato a um novo mandato nas eleições gerais marcadas para 27 de outubro. O pleito ocorre em um momento de fragilidade política para o premiê, que busca permanecer no cargo que ocupa por mais tempo do que qualquer outro líder na história de Israel.
Ameaça contra Netanyahu
A propaganda se dá após o prefeito de Nova York anunciar que prenderia o primeiro-ministro israelense caso ele comparecesse à Assembleia Geral da ONU em setembro. No mês passado, Mamdani admitiu que não tem autoridade para cumprir o mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), mas instou o governo federal a fazê-lo.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Mamdani descreveu o premiê de Israel como um “criminoso de guerra” e disse que ele não é bem-vindo na cidade de Nova York.
“Está claro que não temos autoridade legal independente para executar esse mandado”, afirmou. “O governo federal, no entanto, tem essa autoridade, e eu apelo para que se juntem ao TPI e cumpram o mandado”, acrescentou.
O presidente Donald Trump, por sua vez, escreveu nas redes sociais que Netanyahu “não será preso, de forma alguma, enquanto estiver nos Estados Unidos da América”. A publicação não mencionou Mamdani diretamente.
O TPI emitiu mandados de prisão contra Netanyahu e outros em 2024, acusando-os de crimes contra a humanidade relacionados à guerra em Gaza. A corte afirmou haver motivos para acreditar que Netanyahu e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant utilizaram a “fome como método de guerra” ao restringir a ajuda humanitária e visaram intencionalmente civis na campanha de Israel contra o Hamas em Gaza — acusações que autoridades israelenses negam.


