O Ministério Público de São Paulo investiga o advogado Marcos Roberto Cebola e Silva, associado à ONG Pacto Social & Carcerário, supostamente ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Cebola ganhou notoriedade ao defender a influenciadora Deolane Bezerra nas redes sociais. A ONG, fundada em 2019, atuava como um braço do PCC, promovendo ações judiciais e mobilizações no sistema penitenciário. Embora documentos confirmem o vínculo de Cebola com a organização, ele não é formalmente reconhecido como fundador.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) afirma que o advogado Marcos Roberto Cebola e Silva é ligado à ONG Pacto Social & Carcerário, que seria um braço operacional do Primeiro Comando da Capital (PCC). Cebola, como é conhecido, ganhou projeção ao defender a influenciadora Deolane Bezerra nas redes sociais.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, afirma que a Pacto Social & Carcerário operava diretamente para o PCC. Fundada em 2019, a ONG funcionava como o Setor das Reivindicações do PCC, ao promover ações judiciais e mobilizações no sistema penitenciário.
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Cebola teria atuado para articular a estruturação da ONG, de acordo com o portal Metrópoles. Documentos e depoimentos confirmam o vínculo dele com a organização. No entanto, a Justiça não cita o advogado como fundador formal nem representante jurídico oficial da Pacto Social. Relatórios atribuem essa função a Renan Bortoletto, condenado a seis anos e nove meses de prisão.
ONG alterou estatuto para defender PCC
Policiais apreenderam relatórios de atividades da ONG com Ketheleen Camila Sousa Lemos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau. O próprio Cebola confirmou sua presença em uma fotografia da entidade durante uma audiência. O investigador Helmuth Hans Ramsdorf Junior relatou que o advogado se identificou na imagem e mencionou a facção criminosa.
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Em fevereiro de 2022, a Pacto Social alterou seu estatuto em cartório. A mudança permitiu propor ações judiciais coletivas para detentos não associados. O Gaeco afirma que dois denunciados modificaram o texto para beneficiar presos do PCC. Cebola assinou documentos dessa fase de expansão da ONG.
Cebola publicou vídeos em favor de Deolane
O advogado publicou 17 vídeos em defesa de Deolane nas redes sociais e chamou a série de “InPrudente”. Além disso, protocolou notícia de fato no CNJ, no CNMP, no Ministério Público, na Justiça e na OAB. Ele pediu uma apuração independente sobre processos que, segundo ele, resultaram na prisão da influenciadora.
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Em um dos vídeos, ele questiona o valor de R$ 27 milhões atribuído à movimentação financeira de Deolane. Segundo ele, a quantia teria considerado tanto os valores que entraram quanto os que saíram da conta, contabilizando o mesmo dinheiro duas vezes.
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Ele argumenta ainda que o relatório final da investigação utilizou a expressão “em tese” para tratar das condutas atribuídas a Deolane e afirmou que são necessárias novas diligências para reforçar a vinculação dela ao crime.


