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A execução da americana Christa Pike está marcada para o dia 30 de setembro, no estado do Tennessee, nos Estados Unidos. O caso ganhou notoriedade porque, se os recursos da defesa não forem aceitos pelo juiz, ela será a primeira mulher executada pelo estado em mais de 200 anos.
A raridade de mulheres no corredor da morte é um fenômeno nacional. Desde 1976, quando a Suprema Corte americana restabeleceu a pena, apenas 18 mulheres foram executadas em todo o país, em comparação a mais de 1.600 homens.
Outro aspecto que torna o caso de Pike incomum é sua idade no momento do crime. Na era moderna da pena de morte, após 1976, o Tennessee nunca executou alguém que tivesse apenas 18 anos na época do delito.
A condenação de Pike aconteceu em 1995, quando, acabada de chegar à maioridade, assassinou a colega Colleen Slemmer, de 19 anos. Na época, a criminosa contou com a ajuda de dois outros jovens, incluindo seu namorado, Tadaryl Shipp, que tinha 17 anos no momento do crime. Por ser menor de idade, ele não pôde ser condenado à morte e cumpre prisão perpétua.
Recurso
Segundo a investigação, Pike matou Slemmer por ciúme e obsessão, acreditando que a colega estava interessada em Shipp. As garotas estudavam juntas no programa Job Corps em Knoxville, no Tennessee, quando a primeira convenceu-se de que a colega queria roubar seu namorado e passou a nutrir um forte rancor.
Em janeiro de 1995, Pike, seu namorado e outra amiga atraíram Slemmer para uma área florestal isolada sob o pretexto de fazerem as pazes. No local, a vítima foi brutalmente torturada e espancada por cerca de 45 minutos antes de ser assassinada.
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A defesa de Pike tenta reverter a sentença com base em evidências que não teriam sido apresentadas adequadamente ao júri original. Na época, o advogado responsável pelo caso era recém-formado e nunca havia atuado em um processo de homicídio.
Os atuais defensores argumentam que Christa Pike possui um histórico severo de traumas, incluindo abuso sexual e estupros na infância e adolescência, além de abandono familiar, lesão cerebral e problemas de saúde mental não tratados.
Tempo de espera
Atualmente, a ré aguarda uma decisão sobre um pedido de clemência de 226 páginas enviado ao governador do Tennessee, Bill Lee, que tem o poder de converter a sentença em prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional.
A detenta já passou cerca de 30 anos no corredor da morte, um período longo, mas condizente com a média nacional de 27 anos de espera, decorrente da complexidade dos recursos e da revisão de possíveis erros processuais. Até a data marcada, tanto o governador quanto os tribunais ainda podem intervir para suspender a execução.


