De um total de 32,9 milhões de brasileiros com idade entre 14 e 24 anos, um grupo de 6,2 milhões não estuda nem trabalha. Eles compõem a chamada geração “nem-nem”. Esse contingente representa 18,7% da juventude brasileira nessa faixa etária. O Ministério do Trabalho e Emprego aponta esse cenário como um alerta social grave.
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Os dados integram o diagnóstico “Os jovens no Brasil”, elaborado pela Secretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho. O levantamento foi formulado com informações da Pnad Contínua, do eSocial e da Rais. A pesquisa revela que a ociosidade involuntária atinge de forma mais severa as mulheres.
O perfil da geração “nem-nem” e a variação sazonal
O volume de jovens ociosos sofre impacto direto da época do ano. O número atual representa um aumento ante o quarto trimestre. Naquele período, a pesquisa contabilizou 5,5 milhões de pessoas nessa situação.
Essa alta ocorre sempre no começo do ano, em virtude dos contratos temporários de trabalho. O período de recomeço do calendário escolar também impulsiona o índice. Mesmo com a alta pontual, a tendência aponta para uma trajetória de queda.
Maioria estuda, mas geração “nem-nem” preocupa
A fotografia geral mostra que a aposta na escolaridade é a regra. Cerca de 12,8 milhões de pessoas dedicam-se exclusivamente à escola ou à faculdade, que representam 39% do total. Outros 4,3 milhões de estudantes conciliam o ensino com o emprego.
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Juntos, 17 milhões de cidadãos estão matriculados no sistema de ensino. Por sua vez, cerca de 9,6 milhões apenas trabalham e ficam longe das salas de aula.
Desemprego e informalidade entre os jovens
O país possui 13,9 milhões de jovens ocupados. São 12,5 milhões na faixa de 18 a 24 anos. Os adolescentes entre 14 e 17 anos somam 1,4 milhão. O mercado apresenta obstáculos específicos para essa faixa etária. A taxa de desemprego atinge 13,8% entre o grupo de 18 a 24 anos. Esse índice representa mais que o dobro da média nacional. A média geral do país fica em 5,8%.
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O trabalho sem registro também assombra o início da carreira. A informalidade atinge 72,8% dos adolescentes ocupados. Entre os trabalhadores mais velhos, o índice alcança 39,4%. A grande maioria consegue vagas apenas em funções generalistas. Somente 2,15 milhões atuam em áreas que exigem formação técnica ou superior.


