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Braço direito mais forte que o esquerdo? Assimetria muscular chama atenção durante treinos

Durante o exercício físico você já notou que um braço “puxa” mais peso que outro? Especialistas ouvidos pela CNN Brasil afirmam que essa percepção é comum entre praticantes de musculação ou entre pacientes que façam sessões de fisioterapia.

Uma das principais razões para esse fenômeno é a chamada assimetria muscular, uma diferença de tamanho, força, resistência ou capacidade de controle entre os músculos.

Segundo a Dra. Giovana Soares Moreira, coordenadora operacional de fisioterapia da Hapvida, essa característica pode ter origem em hábitos voltados ao movimento ou até por fatores neuromusculares (relação entre o sistema nervoso e os músculos do corpo). 

“É importante destacar que o corpo humano não é perfeitamente simétrico e pequenas diferenças são esperadas e, isoladamente, não significam necessariamente um problema de saúde. [..] O impacto depende do grau da diferença e de sua relação com a função e os sintomas apresentados pela pessoa”, disse a fisioterapeuta em entrevista nesta quarta-feira (9) à CNN Brasil.

Por outro lado, Lucas Florêncio, gerente técnico da rede Smart Fit, explica que o histórico de treino também influencia na falta de assimetria. Além disso, hábitos do dia a dia podem reforçar ainda mais esse padrão, como carregar mochila sempre no mesmo ombro ou dormir de um lado só. 

“Esportes assimétricos, como tênis, futebol e lutas, criam grandes discrepâncias entre os lados do corpo. Já na musculação, o uso exclusivo de exercícios bilaterais com barra pode mascarar o problema, porque o lado mais forte compensa o mais fraco sem que o praticante perceba”, aponta Florêncio.

Mas quando a capacidade de suportar peso começa a ser um problema?

Segundo a fisioterapeuta, quando a dor, alteração de sensibilidade ou perda de movimento sobressai durante um exercício físico, o ideal é procurar um médico. Além disso, não é adequado forçar excessivamente o lado do corpo que não está preparado para receber uma grande quantidade de peso.

“O excesso de carga, principalmente quando associado a técnica inadequada, progressão muito rápida ou falta de recuperação, também pode favorecer sobrecarga e lesões. Por isso, a carga deve ser individualizada e aumentada de forma progressiva”, explica Giovana.

Como corrigir esse desequilíbrio?  

Para Lucas Florêncio, a ideia é começar pelo lado mais fraco e evitar fazer repetições extras com o lado mais forte, pois pode ocorrer uma sobrecarga de peso no lado dominante, o que também pode influenciar na assimetria. 

“O número máximo de repetições alcançado pelo lado fraco dita o volume do lado forte. Se o lado esquerdo falhou na oitava repetição, o direito também para na oitava, mesmo suportando mais carga. Assim, o lado fraco tem chance de alcançar o forte ao longo do tempo

Já para a médica, não é possível estabelecer um prazo único de evolução, ela ocorre gradativamente com o tempo. Cada corpo tem sua própria resposta.

“Em casos relacionados à força ou ao controle neuromuscular, um programa adequado de exercícios pode ajudar a reduzir diferenças entre os lados. Em algumas situações, a assimetria pode ser reduzida significativamente; em outras, especialmente quando há fatores estruturais ou condições específicas, uma simetria completa pode não ser necessária nem possível”, conclui.

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