InícioAgronegóciosCafé arábica recua em Nova York com avanço da colheita no Brasil

Café arábica recua em Nova York com avanço da colheita no Brasil

Os contratos futuros de café arábica recuaram nesta quinta-feira (10) na Bolsa de Nova York, pressionados pelo aumento da oferta do Brasil com o avanço da safra e por perspectivas favoráveis para a produção do próximo ciclo. O vencimento para dezembro fechou em baixa de 1,32%, cotado a US$ 2,88 por libra-peso.

Segundo o Barchart, o café arábica chegou a atingir a menor cotação em sete semanas durante a sessão, enquanto o robusta avançou e alcançou o maior nível em uma semana.

O encerramento da colheita brasileira tem ampliado a disponibilidade de café no mercado e contribuído para a pressão sobre os preços do arábica. Os dados mais recentes de exportação também reforçam esse cenário. Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Economia e Comércio, os embarques brasileiros de café em agosto cresceram 44,6% na comparação anual, alcançando o maior volume em oito meses.

Cacau

Os contratos futuros de cacau encerraram a sessão desta sessão em alta pelo segundo dia consecutivo, apoiados por perspectivas relacionadas à oferta em Gana. O vencimento para dezembro avançou 0,18%, para US$ 5.962 por tonelada.

O movimento ganhou suporte após o órgão regulador da indústria de cacau de Gana propor um aumento de 6% na remuneração dos produtores para a safra 2026/27. A medida pode estimular os agricultores ganeses a postergar as vendas na expectativa de obter preços mais elevados pelo produto.

Gana está entre os principais produtores mundiais de cacau, e mudanças na comercialização do país podem influenciar a disponibilidade da commodity no mercado internacional.

Açúcar

Os contratos futuros de açúcar avançaram nesta sessão, impulsionados principalmente pela forte valorização do petróleo e pela perspectiva de redução da produção na Tailândia na próxima safra. Em Nova York, o contrato com vencimento em outubro subiu 1,86%, para 19,75 centavos de dólar por libra-peso.

De acordo com o Barchart,  a valorização do combustível melhora a competitividade do etanol e pode estimular usinas em diferentes países a direcionarem uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção de biocombustível, em vez de açúcar.

Esse cenário reduz a disponibilidade potencial do adoçante no mercado internacional e dá suporte às cotações. Nesta quinta-feira, o açúcar negociado em Nova York atingiu a maior cotação em uma semana, enquanto o contrato em Londres alcançou o maior nível em aproximadamente duas semanas e meia.

O mercado também mantém parte do efeito positivo das projeções divulgadas no início da semana para a produção tailandesa. A Thai Sugar Millers Corp. estima que a produção de açúcar do país na temporada 2026/27 possa recuar 17% em relação ao ciclo anterior, para cerca de 10 milhões de toneladas.

Algodão

Já o contrato futuro do algodão para entrega em dezembro fechou a sessão com queda de 1,11%, cotado a 83,73 centavos de dólar por libra-peso.

Nesta quinta-feira, os futuros operavam em alta, acompanhando a valorização do petróleo WTI, que superou os US$ 100 por barril. Segundo o Barchart, os contratos de algodão avançavam entre 66 e 95 pontos no meio do pregão.

O petróleo WTI subia US$ 5,29 por barril na sessão, enquanto o índice do dólar também registrava valorização. Os dados semanais de vendas para exportação dos Estados Unidos serão divulgados somente na sexta-feira, devido ao feriado de segunda-feira.

Suco de Laranja

O contrato futuro do suco de laranja para entrega em novembro encerrou a sessão com queda de 1,78%, cotado a US$ 1,43 por libra-peso.

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