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Como imprensa internacional repercutiu revogação de visto da embaixadora do Brasil nos EUA

A decisão do governo de Donald Trump de revogar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, ganhou destaque na imprensa internacional nesta terça-feira, 4. Agências de notícias e veículos americanos trataram a medida como mais um episódio da escalada de tensões entre Brasília e Washington, marcada nos últimos meses por tarifas comerciais, sanções e sucessivas retaliações diplomáticas.

A Reuters foi a primeira a noticiar a medida, citando uma autoridade graduada do Departamento de Estado. Segundo a agência, Washington considera a revogação uma resposta à demora do governo brasileiro em conceder o agrément — a autorização diplomática necessária para a nomeação de embaixadores — a Daniel Perez, indicado por Trump para chefiar a representação americana em Brasília.

A reportagem também ressalta que a medida não equivale à expulsão da diplomata. Segundo a autoridade ouvida pela Reuters, Viotti poderá permanecer nos Estados Unidos e terá o visto restabelecido caso o impasse sobre a nomeação do novo embaixador seja resolvido.

A Associated Press deu ênfase ao mesmo ponto, observando que a embaixadora não foi declarada persona non grata. A agência contextualizou o episódio dentro do agravamento das relações bilaterais e lembrou que, na última sexta-feira, entraram em vigor tarifas de até 37,5% sobre produtos brasileiros, justificadas pela Casa Branca por supostas práticas comerciais desleais e falhas no combate ao trabalho forçado.

As polêmicas medidas de Donald Trump

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A CNN relacionou a revogação do visto à sucessão de atritos diplomáticos entre os dois países, incluindo a recusa do Brasil em conceder vistos a funcionários americanos que pretendiam visitar o país para discutir temas ligados à integridade eleitoral.

A emissora observou ainda que a crise ocorre a poucos meses das eleições presidenciais brasileiras, nas quais Luiz Inácio Lula da Silva deverá enfrentar o senador Flávio Bolsonaro, apontado como aliado político de Trump e de integrantes de seu governo.

O Washington Times também destacou o pano de fundo eleitoral da disputa. Para o jornal, a decisão reforça o endurecimento da postura da Casa Branca em relação ao Brasil em um momento de crescente polarização política e de deterioração das relações entre os dois governos.

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