A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) investiga um esquema de laudos falsos que inflaram o valor de imóveis do fundo Brazil Realty, ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Documentos de outubro de 2017 teriam elevado o valor de um imóvel em Nova Lima (MG) de R$ 7,1 milhões para R$ 70,9 milhões. A CVM acusa 18 envolvidos, incluindo Vorcaro e o Banco Master, de gerar lucros milionários e prejuízos de R$ 5,8 milhões aos fundos.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) investiga o uso de laudos falsos por um grupo ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a emissora CNN Brasil, os documentos teriam inflado o valor de imóveis do fundo Brazil Realty. As cotas eram depois vendidas no mercado.
A acusação cita um imóvel de 7,1 mil m² em Nova Lima (MG). O valor passou de R$ 7,1 milhões para R$ 70,9 milhões com base em um laudo de outubro de 2017. A empresa apontada como responsável negou a autoria e classificou o documento como fraude.
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O processo também aponta sobreavaliação de cerca de R$ 56 milhões em um imóvel de 76 mil m² em Contagem (MG). Segundo a acusação, o grupo vendia as cotas no mercado secundário e transferia o prejuízo aos compradores.
CVM acusa 18 envolvidos
A CVM também aponta negociações entre empresas do próprio grupo para simular liquidez. A autarquia acusa 18 nomes, entre eles Vorcaro e o Banco Master. O esquema teria gerado lucro milionário aos investigados e prejuízo de R$ 5,8 milhões aos fundos negociantes.
A Entre Investimentos e Participações realizou 177 operações no mercado secundário de balcão não organizado entre novembro de 2018 e março de 2020. À CVM, a empresa afirmou que a acusação “falhou em descrever com precisão os atos ilícitos supostamente praticados, limitando-se a imputar-lhe o papel de ‘câmara de liquidação’ ao dar liquidez às cotas.”
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A defesa do Master, de Vorcaro e da Viking também contestou as acusações. Os advogados afirmaram que, “ao contrário dos demais acusados, todas as integralizações do Banco Master foram feitas em dinheiro, de modo que a simples prova das transferências bastaria para atestar sua regularidade”.
Leia mais: “CVM julga suspeitas que envolvem Banco Master”
Depois da liquidação do Master, a CVM analisou 314 processos instaurados desde 2017 que envolvem o Grupo Master e a Reag Investimentos. A autarquia avalia o caso nesta terça-feira, 8.


