O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou neste domingo, 14, os ataques de Israel a Beirute, capital do Líbano. Em publicação na Truth Social, rede social da qual é dono, o republicano afirmou que a ofensiva “não deveria ter acontecido, especialmente em um dia tão especial como este, em que estamos tão perto de um acordo de paz com o Irã“. Na véspera, Trump havia informado que o pacto seria assinado neste domingo. Teerã demanda o fim da guerra em todas as frentes no Oriente Médio, o que inclui o Líbano.
“Israel tem o direito de se defender contra ameaças, mas o ataque ao qual respondeu foi muito pequeno e insignificante; ninguém ficou ferido, lesionado ou morto, e não deve interromper este importante processo. Estamos muito perto de um acordo que trará paz à região, incluindo ao Líbano, e todos os lados devem recuar”, instou o líder americano.
“Não deve haver mais ataques de Israel em qualquer lugar do Líbano, mas também não deve haver mais ataques de qualquer outra parte, incluindo o Hezbollah, contra Israel. Este pode ser o início de uma paz longa e bela — não vamos estragar tudo!”, acrescentou ele.
+ Israel atacou Líbano quase 3.500 vezes durante cessar-fogo, diz ministro da Defesa libanês
O que dizem os lados do conflito
Em meio à escalada das tensões, negociador iraniano Mohammad Baqer Qalibaf afirmou que “a incursão dos sionistas em Dahiyeh demonstrou, mais uma vez, que os Estados Unidos ou não têm a vontade ou a capacidade de cumprir seus compromissos”. Ele disse que os EUA haviam dado “sinal verde” ao governo israelense”. O ataque ao subúrbio no sul do Líbano deixou ao menos três mortos.
“O jogo do policial bom e do policial mau está ultrapassado. Se não há vontade nem capacidade de cumprir os compromissos, falar em dar continuidade ao caminho é impossível”, alertou Qalibaf no X, antigo Twitter.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel, por sua vez, alegou que “o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, foi quem atacou Israel novamente esta manhã, sem qualquer provocação”. Em publicação no X, a pasta também indicou que a milícia “dispara constantemente contra civis israelenses” e que os ataques continuam “mesmo após o cessar-fogo”. Os dois lados trocam acusações de violações dos termos do acordo, recentemente ampliado por mais 45 dias. Bombardeios ao sul do Líbano, inclusive, têm sido frequentes.
O Líbano foi arrastado para a guerra que abala o Oriente Médio, virando uma de suas múltiplas frentes, depois de o Hezbollah abrir fogo contra Israel em 2 de março numa retaliação à morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei.


