Jared Kushner, enviado especial de Donald Trump, esteve em Israel nesta segunda-feira, 17, para discutir um plano de paz para Gaza, reunindo-se com o chanceler Isaac Herzog e, possivelmente, com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, embora esta última reunião não tenha sido confirmada. As negociações focam na segurança de Israel e no desarmamento do Hamas, com a criação de grupos de trabalho para tratar de desmilitarização e questões de saúde pública.
O enviado especial de Donald Trump, Jared Kushner, esteve em Israel nesta segunda-feira, 17, para discutir as próximas etapas de um plano de paz para Gaza. O conselheiro sênior do presidente dos Estados Unidos se reuniu com o chanceler israelense, Isaac Herzog, em meio às negociações para tentar encerrar o conflito.
Herzog afirmou que a segurança de Israel ocupa posição central na proposta e defendeu que as próximas medidas garantam proteção aos israelenses e estabilidade para a região.
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Kushner também teria se encontrado com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, segundo agências internacionais. O governo israelense, contudo, não confirmou a reunião.
Desarmamento do Hamas entra nas negociações
O gabinete de Netanyahu informou que o primeiro-ministro se reuniu com integrantes do Conselho de Paz, iniciativa lançada por Trump. O encontro terminou com a criação de dois grupos de trabalho.
O primeiro ficará responsável por discutir o desarmamento e a desmilitarização de Gaza. Israel e o Conselho de Paz defendem que esse processo seja concluído antes do início de qualquer reconstrução no território.
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O segundo grupo tratará de saneamento, abastecimento de água potável e outras questões de saúde pública que afetam a população de Gaza e também Israel.
A passagem de Kushner por Israel ocorreu um dia depois de uma reunião com um representante do Hamas no Egito, país que participa das negociações como intermediário.
A proposta apoiada por Trump prevê o desarmamento gradual do Hamas, a retirada de tropas israelenses de Gaza e a transferência da administração do território para uma autoridade palestina tecnocrática, sob supervisão internacional.
No fim de julho, o grupo terrorista Hamas teria aceitado o plano. Netanyahu, contudo, demonstrou resistência à proposta. Kushner, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e Nikolai Mladenov participam das articulações para tentar aproximar as posições de Israel e do grupo palestino.
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