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Governo vai retirar subsídio de R$ 0,44 da gasolina

O governo federal começará a retirar o subsídio de R$ 0,44 por litro à gasolina, anunciado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan nesta terça-feira, 2, devido à queda do preço internacional do petróleo, que voltou à faixa de US$ 70 por barril. O subsídio foi implementado em maio, em resposta à alta provocada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

O governo federal começará, nos próximos dias, a retirar o subsídio de R$ 0,44 por litro concedido à gasolina. Nesta quinta-feira, 2, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou a decisão e a atribuiu à queda do preço internacional do petróleo.

O incentivo entrou em vigor em maio, quando a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã elevou a cotação do barril no mercado internacional. Segundo o ministro, o cenário mudou nas últimas semanas e já permite reduzir gradualmente a ajuda concedida aos combustíveis.

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Mudança na mistura dos combustíveis: governo fala em redução de poluentes, enquanto mercado alerta para o aumento no preço do produtos nas bombas | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O incentivo entrou em vigor em maio, quando a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã elevou a cotação do barril no mercado internacional | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A cotação do petróleo Brent voltou para a faixa de US$ 70 por barril, patamar semelhante ao registrado antes do conflito. Durante o período de maior tensão no Oriente Médio, o preço chegou a superar US$ 110.

Governo prevê retirar todas as subvenções

Durigan afirmou que a retirada do benefício da gasolina será a primeira etapa do processo. A intenção do governo é encerrar, nos próximos meses, todas as subvenções concedidas aos combustíveis.

Segundo o ministro, parte desse movimento já começou. A União interrompeu o pagamento de uma subvenção de R$ 0,35 por litro destinada às distribuidoras de diesel e também encerrou o acordo firmado com os Estados para compensar o ICMS incidente sobre a importação do combustível. Além disso, o PIS/Cofins voltou a ser cobrado sobre o diesel.

Durante evento promovido por O Globo, Valor Econômico e Rádio CBN, no Rio de Janeiro, Durigan afirmou que as medidas adotadas durante a alta do petróleo deixarão de existir à medida que o mercado voltar à normalidade. Segundo ele, o governo considera que a redução dos preços internacionais e a perspectiva de estabilização do conflito permitem iniciar a retirada dos incentivos.

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