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O candidato que pode levar a extrema-direita ao poder em um estado alemão pela primeira vez desde o Nazismo

Poucas vezes a eleição de um estado pequeno de algum país se tornou notícia internacional. Mas é o que acontecerá neste domingo, 6, quando a Saxônia-Anhalt, um dos menores estados da Alemanha, tanto em população quanto em Produto Interno Bruto (PIB), irá às urnas para a sua eleição estadual, em que é escolhida a composição de sua Assembleia Legislativa.

As pesquisas indicam ampla liderança da Alternativa para a Alemanha (AfD, na sigla original), partido nacionalista criado em 2013 e oficialmente classificado como uma sigla de extrema-direita pela agência de inteligência do governo alemão. Caso a AfD garanta a maioria, fica aberta o caminho para que o seu principal líder local, o deputado Ulrich Siegmund, se torne governador do estado, cargo que, na Alemanha, é decidido indiretamente pelo Parlamento.

Caso a vitória de Siegmund se confirme, será o primeiro político de extrema-direita a governar um estado na Alemanha desde a Segunda Guerra Mundial e desde que o Nazismo acabou junto com ela e com o suicídio de Aldolph Hitler, em 1945. Como a Alemanha, por sua vez, é a maior economia da Europa, a chegada da AfD ao primeiro de seus estados será também um teste do avanço das plataformas nacionalistas que vêm ganhando espaço em pedaços do continente há algum tempo.

Com o discurso de fazer uma política “do povo para o povo”, o jovial candidato alemão de 35 anos tem uma série de propostas polêmicas em sua plataforma, incluindo um forte pilar anti-imigração, de acordo com reportagens do jornal alemão DW. O programa que a AfD apresentou para a Saxônia-Anhalt fala em “deportação imediata” de imigrantes ilegais, bem como trabalho compulsório e o corte de todas as verbas do estado para os programas de integração voltados aos que buscam asilo.

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As promessas também incluem cortes de financiamento para ONGs pró-democracia, a liberação do ensino domiciliar no estado, o fim da integração de alunos com necessidades especiais nas salas de aula e, ainda, a promoção de aulas de russo nas escolas, em meio ao pleito do partido de reaproximação com a Rússia desde que o governo alemão cortou as importações de petróleo e gás russos após a guerra da Ucrânia.

As pesquisas mais recentes mostram que Siegmund tem uma razoável folga, com uma margem de 40% a 45% das intenções de votos. Trata-se de um considerável avanço em relação aos 21% que seu partido recebeu no estado nas eleições de 2021.

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