A Polícia Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro realizam 23 mandados de busca e apreensão em 20 de agosto de 2026, na capital e em Nova Iguaçu, como parte da Operação Fora de Ordem, que investiga uma organização criminosa na Baixada Fluminense. A Justiça determinou o bloqueio de contas e sequestro de bens dos investigados, ligados a Gilson Ingrácio de Souza Junior, conhecido como Juninho Varão, líder do Bonde do Varão.
A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do Rio de Janeiro cumprem 23 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira, 20. As ações ocorrem na capital e em Nova Iguaçu. A Operação Fora de Ordem investiga uma organização criminosa que atua na Baixada Fluminense.
A Justiça também determinou o bloqueio de contas e ativos financeiros dos investigados. A decisão prevê ainda o sequestro e a indisponibilidade de bens do grupo.
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As investigações apontam ligação da organização com Gilson Ingrácio de Souza Junior, conhecido como Juninho Varão. Segundo a apuração, ele lidera o Bonde do Varão, grupo que atua em diferentes áreas da Baixada Fluminense.
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A influência de Juninho Varão cresceu na região depois da morte de Ecko, em 2021, e da divisão estrutural associada a Danilo Tandera. Dados do MPRJ revelam que a organização movimentou cerca de R$ 10 milhões entre 2022 e 2023.
O grupo atua desde 2013 em bairros de Nova Iguaçu e em outros municípios da região. Os integrantes exploram serviços de internet e venda de gás de cozinha (GLP), por meio de controle territorial e violência.
Relatórios de Inteligência Financeira do Coaf identificaram movimentações financeiras atípicas superiores a R$ 350 milhões. A estrutura da organização é dividida em núcleos de comando, finanças, operações, controle territorial e articulação política.
A apuração também indica ligação com agentes públicos e atuação dentro de estruturas do Estado. As autoridades investigam os suspeitos por organização criminosa armada, extorsão e lavagem de dinheiro.


