A Polícia Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro prenderam em 7 de outubro de 2026 um policial militar, três ex-PMs e um ex-comissionado da Alerj, suspeitos de negociar armas com traficantes do Terceiro Comando Puro. A Operação Magen visa também o chefe da facção, Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, e cumpre sete mandados de prisão e 18 de busca em várias cidades. Desde 2022, o grupo teria movimentado R$ 100 milhões através de empresas de fachada, fornecendo armas e informações sigilosas à facção.
A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prenderam nesta quarta-feira, 7, um policial militar, três ex-PMs e um ex-comissionado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) suspeitos de negociar armas de fogo com traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP). A Operação Magen também busca o chefe da facção, Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão.
Ao todo, os agentes cumprem sete mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão em endereços na capital fluminense, Nova Iguaçu, Angra dos Reis, Mesquita, Nilópolis e Seropédica. Um policial civil também é considerado foragido.
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Segundo a força-tarefa, o grupo atua desde 2022 e teria movimentado cerca de R$ 100 milhões em quatro anos por meio de empresas de fachada utilizadas para lavar dinheiro da organização criminosa.
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Quadrilha forneceu armas e informações sigilosas ao TCP
Segundo as investigações, a quadrilha mantinha um núcleo especializado na obtenção, no transporte e na revenda clandestina de armas. Entre os materiais comercializados estavam fuzis de uso restrito, pistolas, revólveres, carregadores e munições.
“Em uma ocasião, os investigados chegaram a fornecer dez fuzis AR-15 diretamente à principal liderança da facção criminosa que opera no Complexo de Israel [Peixão]”, informou a PF.
Uma das prisões ocorreu em um hotel de luxo na Praia da Barra da Tijuca, onde estava hospedado o ex-funcionário da Alerj. Um fuzil foi encontrado no quarto. Em outros endereços, os agentes apreenderam mais dois fuzis.
De acordo com a PF, policiais e ex-agentes de segurança pública integravam a estrutura criminosa e utilizavam o acesso funcional a sistemas restritos para obter informações de interesse da facção.
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“Esses servidores consultavam e repassavam aos líderes da quadrilha dados sigilosos referentes a mandados de prisão em aberto, endereços, registros de veículos e alvos de ações policiais em andamento”, afirmou a corporação.
As informações eram usadas para alertar integrantes da organização sobre operações policiais e dificultar a captura de criminosos. Segundo os investigadores, os dados também serviam para investigações clandestinas destinadas à extorsão e à obtenção de vantagens financeiras.
A apuração foi conduzida pelo Grupo de Investigações Sensíveis da PF no Rio e pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do MPRJ.
Os investigados foram denunciados pelo MPRJ pelos crimes de organização criminosa armada, comércio ilegal de armas de fogo e munições, violação de sigilo funcional, usura e lavagem de capitais.


