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supostas decisões do STJ em favor de Estevão

A Polícia Federal investiga a suspeita de venda de decisões do Superior Tribunal de Justiça em favor do empresário Luiz Estevão, conforme relatório oficial. O inquérito, relatado pelo ministro Cristiano Zanin do STF, inclui o ministro Moura Ribeiro nas apurações. O lobista Andreson de Oliveira Gonçalves é acusado de atuar irregularmente para obter decisões favoráveis ao Grupo OK, de Estevão, em colaboração com a advogada Aline Gonçalves de Sousa.

A Polícia Federal (PF) investiga suspeitas de venda de decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em benefício do empresário e ex-senador Luiz Estevão. As suspeitas, segundo o jornal Folha de S.Paulo, aparecem em um relatório que também pede a inclusão do ministro Moura Ribeiro nas apurações. O inquérito é relatado pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a investigação formal do magistrado.

Segundo a PF, o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves teria atuado irregularmente junto ao STJ para obter uma decisão favorável ao Grupo OK, empresa de construções e empreendimentos de propriedade de Estevão. A investigação aponta que ele teria trabalhado em conjunto com a advogada Aline Gonçalves de Sousa, mulher de Cesar Jatahy, integrante do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

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Polícia Federal: conversas chamam a atenção

De acordo com o relatório, conversas entre Andreson e Aline indicariam uma atuação conjunta e suspeita em processos de Luiz Estêvão que estavam sob a relatoria de Moura Ribeiro. Um dos casos mencionados teve uma decisão favorável ao Grupo OK em 2021.

A PF também identificou uma conversa entre Andreson e o advogado Roberto Zampieri, assassinado em 2023. Em uma captura de tela enviada pelo lobista, Luiz Estevão aparece recebendo informações sobre o andamento de um processo e comemorando a decisão favorável. No dia seguinte, uma empresa ligada a Andreson transferiu R$ 250 mil a Zampieri.

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O empresário afirmou que não teve acesso ao material investigado e, por isso, não poderia comentar o conteúdo. A defesa de Aline Gonçalves declarou que o relatório não aponta qualquer conduta irregular da advogada.

Luiz Estevão também é o proprietário do Grupo Metrópoles de Comunicação, responsável pelo portal Metrópoles, fundado em 2015. A jornalista Lilian Tahan dirige o veículo desde sua criação e ocupa o cargo de CEO do grupo. A ligação empresarial de Estevão com o portal já foi mencionada em reportagens sobre negócios do empresário, incluindo repasses de R$ 27,2 milhões feitos pelo Banco Master ao Metrópoles entre 2024 e 2025.

A PF pediu o aprofundamento das investigações depois de analisar dados armazenados na nuvem do celular de Andreson. O órgão afirma haver indícios de crimes semelhantes relacionados a processos que tramitaram no gabinete de Moura Ribeiro.

O caso integra uma investigação mais ampla sobre suspeitas de comercialização de decisões judiciais no STJ. Até o momento, a apuração busca esclarecer se houve atuação irregular de intermediários, advogados e outros envolvidos nos processos relacionados ao empresário.

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