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O colapso de duas colunas estruturais em um arranha-céu em obras no centro de Manhattan mobilizou uma grande operação de emergência em Nova York nesta terça-feira, 7. O edifício permanece instável e continua tremendo, segundo as autoridades, que esvaziaram hotéis, lojas, prédios residenciais e ruas nas proximidades.
O prédio de 38 andares fica na East 42nd Street, entre o Grand Central Terminal e a sede das Nações Unidas. Antiga matriz da farmacêutica Pfizer, o edifício passa por uma ampla reforma para ser convertido em um prédio residencial. As obras incluíam a ampliação da parte mais baixa da estrutura. Até o momento, não há informações sobre a causa da falha estrutural.
Segundo o Departamento de Bombeiros de Nova York (FDNY, na sigla em inglês), as equipes encontraram duas colunas rompidas entre os andares 21 e 22 e identificaram afundamentos dos pisos entre os níveis 21 e 26. Cerca de 130 bombeiros e profissionais do serviço de emergência médica foram mobilizados para atender à ocorrência.
Em comunicado, o FDNY informou que aproximadamente 40 unidades participaram da operação e que, até o momento, não há registro de feridos. Todos os trabalhadores que estavam no edifício foram retirados em segurança.
‘Zona de colapso’
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, descreveu a situação como “extremamente grave” e afirmou que o prédio continuou apresentando movimentações mesmo após a chegada das equipes de emergência.
Diante da instabilidade, os bombeiros criaram uma “zona de colapso” ao redor do edifício. Segundo a comissária do FDNY, Lillian Bonsignore, a medida levou ao bloqueio de ruas e à evacuação preventiva dos imóveis vizinhos enquanto engenheiros avaliam as condições da estrutura.
O chefe do departamento do FDNY, John Esposito, afirmou que a principal preocupação é um eventual desabamento localizado, e não o colapso completo do prédio.
“Por se tratar de uma estrutura de aço, não esperamos um colapso total, mas sim um desabamento localizado. Ainda assim, esse continua sendo o risco que estamos monitorando”, disse durante coletiva de imprensa.
Segundo Esposito, as vigas de aço começaram a se curvar sob o peso da estrutura, o que levou à evacuação imediata do edifício e dos imóveis vizinhos. “O prédio continuou se movendo desde que chegamos ao local”, afirmou.
O Departamento de Edificações de Nova York mantém engenheiros no local para investigar as causas da falha estrutural e determinar quando a área poderá ser considerada segura.


