A dsm-firmenich fechou acordo para vender sua divisão negócios de Nutrição e Saúde Animal para a gestora de investimentos CVC Capital Partners em uma operação que pode alcançar 2,2 bilhões de euros. Do total, até 500 milhões de euros correspondem a um pagamento adicional condicionado ao cumprimento de determinadas metas. A transação faz parte da estratégia da companhia de concentrar investimentos em negócios considerados prioritários.
“A dsm-Firmenich tomou uma decisão onde o negócio de Nutrição e Saúde Animal estaria sendo vendido, que é o que aconteceu, só que o processo ainda não foi finalizado”, afirmou Magalhães durante encontro com a imprensa.
De acordo com o executivo, a CVC deve assumir o controle da operação no fim deste ano ou no início de 2027. A mudança de controle, porém, não deve representar uma ruptura na estrutura do negócio. Segundo Magalhães, a área de tecnologia, ciência, desenvolvimento e conhecimento técnico será mantida.
“A empresa continua sendo a mesma, porque toda a área de Nutrição e Saúde Animal foi comprada. Então toda parte de tecnologia, ciência, toda parte de desenvolvimento, o conhecimento técnico de pessoas que vão hoje apresentar para vocês continua dentro da empresa”, disse.
Na avaliação do executivo, a entrada da CVC pode dar mais agilidade à operação e aproximar a companhia dos clientes. O objetivo é ampliar a atuação da área no Brasil, na América Latina e no mercado global.
“A CVC vem com uma cultura muito forte de estar muito próximo ao cliente e isso com certeza ajuda muito e vai contribuir para o desenvolvimento do nosso negócio”, afirmou.
A mudança acontece em um momento de desafios para a cadeia global de proteína animal, marcada por incertezas econômicas, climáticas e geopolíticas. Para a dsm-firmenich, esses fatores aumentam a necessidade de eficiência e produtividade na produção de carne, leite, ovos e pescado.
Durante o evento, Magalhães destacou que a companhia pretende manter o foco em soluções voltadas à produtividade animal, com destaque para o controle de micotoxinas, contaminantes produzidos por fungos que podem comprometer o desempenho dos animais e a eficiência da produção.
O executivo também relacionou o tema às mudanças climáticas, que podem afetar a qualidade dos grãos utilizados na alimentação animal. Para ele, a antecipação de riscos e o uso de dados de precisão serão cada vez mais importantes para reduzir perdas e melhorar a eficiência produtiva.
A venda da divisão, portanto, ocorre sem a intenção de abandonar a atuação em nutrição animal. A estratégia apresentada pela empresa é manter a estrutura técnica e científica da operação e, sob o novo controlador, buscar maior agilidade comercial e proximidade com os clientes.
Magalhães afirmou ainda que a demanda global por proteína animal deve continuar crescendo com o aumento da população e da renda em diferentes mercados. Nesse cenário, segundo ele, produtividade e eficiência serão fundamentais para atender ao consumo sem ampliar proporcionalmente a pressão sobre os recursos naturais.


