O ministro Alexandre de Moraes, do STF, não deve participar do desfile de 7 de Setembro em Brasília, apesar de ter sido convidado, em meio a uma crise no tribunal. O presidente Lula busca se distanciar dessa crise e, em um vídeo recente, mencionou suspeitas de envolvimento de políticos em um caso relacionado ao Banco Master, sem citar Moraes. O desfile deste ano focará em temas da campanha de Lula, como o combate ao feminicídio e a Copa do Mundo Feminina de 2027, com uma programação sóbria e a participação de minis
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não deve participar do desfile de 7 de Setembro, em Brasília, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Assim como os demais integrantes do STF, os organizadores convidaram Moraes para ocupar uma tribuna de honra durante a cerimônia. O convite aos ministros da Corte faz parte do protocolo do evento. Integrantes do entorno de Lula, porém, já trabalham com a informação de que o ministro não comparecerá.
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A ausência ocorre em meio à crise no STF. Nesta semana, o ministro André Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal que reúne diálogos entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
Moraes reagiu e pediu uma investigação contra Mendonça.
Em 2024, Moraes participou do desfile acompanhado de Luís Roberto Barroso, então presidente do STF, e dos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Edson Fachin. No ano seguinte, o ministro não esteve na cerimônia.
Lula tenta se afastar da crise no STF
O presidente Lula busca se distanciar da crise entre integrantes do Supremo.
Na quinta-feira 3, o presidente divulgou um vídeo no qual não mencionou diretamente Moraes, mas afirmou haver suspeitas de envolvimento de políticos e agentes públicos no caso relacionado ao Banco Master.
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Lula também cobrou a atuação do presidente do STF, Edson Fachin, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O presidente afirmou que, diante da gravidade do caso, a população espera que o STF e a Procuradoria-Geral da República atuem para garantir a integridade e a confiança nas investigações.
O governo pretende utilizar o desfile deste ano para dar destaque a temas que já aparecem na campanha eleitoral de Lula.
A programação deve incluir mensagens externas ao público feminino, com referências ao combate ao feminicídio e à Copa do Mundo Feminina de 2027, que o Brasil sediará. O evento também deve abordar a vacinação. Haverá uma ala dedicada ao torneio, além da participação de atletas de outras modalidades e de atletas militares.
Lula não fará discurso, e a programação deverá ter tom sóbrio. O governo pretende destacar o verde e o amarelo e evitar apresentações que o público possa interpretar como propaganda eleitoral.
A Advocacia-Geral da União (AGU) acompanha os preparativos para reduzir o risco de questionamentos da oposição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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A Secretaria de Comunicação Social da Presidência organizou uma cerimônia, que terá duração prevista de duas horas, na Esplanada dos Ministérios.
Todos os ministros do governo foram convidados para o palanque de autoridades. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também deve participar. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não confirmou presença.
O desfile contará ainda com a participação das Forças Armadas.


