A Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Itanhaém (SP) iniciou a Operação Helmintos em 3 de setembro de 2026, visando quatro homens ligados ao PCC e suas conexões com agentes públicos. A investigação aponta que o grupo movimentou quase R$ 1 bilhão na Baixada Santista, utilizando os recursos para adquirir imóveis de luxo e controlar quiosques em Praia Grande.
A Polícia Civil de Itanhaém (SP) deflagrou a Operação Helmintos na manhã desta quinta-feira, 3. A ação mira quatro homens ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), familiares dos suspeitos e agentes públicos. Segundo a investigação, o grupo movimentou quase R$ 1 bilhão na Baixada Santista.
Os recursos teriam sido usados na compra de imóveis de luxo e no domínio de quiosques na orla de Praia Grande. A polícia identificou uma estrutura para lavar dinheiro obtido com o narcotráfico.
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Os investigados compravam imóveis de luxo por meio de escrituras particulares e procurações. Também teriam controlado concessões de quiosques públicos.
Polícia Civil revela quatro frentes de atuação
A polícia dividiu o esquema em quatro frentes: lavagem de dinheiro no setor imobiliário, controle de quiosques públicos, favorecimento em licitações municipais e apoio financeiro a políticos eleitos. Os investigadores também apuram uma tentativa de ampliar a influência da organização nos Poderes Executivo e Legislativo municipais.
A Justiça decretou a prisão temporária de Anderson Roberto Braghine, conhecido como Fio; Alexander Miguel da Silva, o Gordão; Ronaldo Yuzo Sekiya, o Japonês; e Leonildo Marinho de Andrade, o Nêne.
Outras seis pessoas são alvo de mandados de busca e apreensão: Andreia dos Santos Ferreira, Marcio de Oliveira Biley, Monica da Costa Ribeiro, Luciene Athaydes Morgado, Tatiana Ferreira dos Santos e Viviane de Camargo.
Policiais cumpriram mandados em imóveis residenciais, comerciais e empresas de Praia Grande, Guarujá, Santo André e Santana de Parnaíba. Além disso, a Prefeitura de Praia Grande também foi alvo da operação. A Justiça determinou ainda o bloqueio de contas, o congelamento de investimentos e o sequestro de 29 imóveis.
Fraude em licitação de quiosques no litoral de SP
Os investigadores revelam fraude em uma licitação de 2020 para a concessão de quiosques na Orla da Aviação, em Praia Grande. A polícia apura a participação de agentes públicos e o pagamento de apoio financeiro a políticos eleitos.
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Segundo a investigação, o grupo dividia as tarefas entre líderes, operadores financeiros, intermediários imobiliários e laranjas.


