O Instituto Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia, na zona leste de São Paulo, recebeu R$ 500 mil da paróquia São Miguel Arcanjo, liderada pelo padre Júlio Lancellotti. O presidente do instituto, Marcelo Augusto de Sousa e Silva, é réu em um processo por falsidade ideológica desde 2014 e não foi localizado pela Justiça do Pará. Ele admite ter sido preso por estelionato em 2012, mas nega conhecimento das ações penais. Lancellotti afirma desconhecer o histórico criminal de Marcelo e defende sua confiança nele.
O Instituto Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia, sediado na zona leste da capital paulista, recebeu ao menos R$ 500 mil da paróquia São Miguel Arcanjo, liderada pelo padre Júlio Lancellotti. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.
A entidade é presidida por Marcelo Augusto de Sousa e Silva, assessor do pároco, que responde a um processo por falsidade ideológica, falsa identidade e falsificação de documento particular iniciado há 12 anos pela Justiça do Pará.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias de Brasil em Oeste
Marcelo é considerado réu desde junho de 2014, mas nunca foi localizado pela Justiça paraense, apesar de ter sido citado por edital e de um mandado de prisão expedido em 2015 que não foi cumprido. Ele foi detido em 2012 acusado de estelionato depois de tentar cancelar um cartão de crédito em agência bancária com documentos em nome de Francisco de Assis da Silva. Na ocasião, autoridades apreenderam cartões, cheques e documentos falsos.
Defesa do assessor e posicionamento do padre
{this.parentElement.querySelectorAll('source').forEach(function(s){s.remove();});}this.removeAttribute('srcset');this.removeAttribute('data-srcset');this.src='https://revistaoeste.com/wp-content/themes/revistaoeste/public/images/logo-with-text.cf01aa.png';)
O assessor admite ter sido preso, mas nega conhecimento sobre as ações penais. “Nunca fui citado em nenhuma ação penal em trâmite no Estado do Pará”, declarou Marcelo, segundo o jornal Folha de S.Paulo.
Já o padre Júlio Lancellotti afirma desconhecer o histórico criminal do assessor e defende sua atuação. “Não tenho conhecimento de nada disso”, disse o religioso. “Ele é uma pessoa que tem nossa confiança, proximidade. Nenhuma dessas questões interfere no trabalho dele aqui.”
Leia também: “Que país queremos?”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 332 da Revista Oeste
Fundado em maio de 2025 e formalizado no mês seguinte, o instituto opera em imóvel cedido pela Arquidiocese de São Paulo. A transferência dos recursos ocorreu em setembro, seguida por auditoria determinada pela Arquidiocese três meses depois.
Segundo a instituição, o resultado foi comunicado ao pároco com recomendações de rigor e transparência. Lancellotti garante que não foram encontrados problemas: “Vocês já teriam colocado em manchete”, afirmou, ao jornal.


