A Polícia Federal vai investigar o envio de uma mensagem a ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o caso do ministro Marco Buzzi, afastado por acusações de importunação sexual. A mensagem alegava que uma das vítimas teria mudado seu depoimento, afirmando que Buzzi sempre foi respeitoso.
A Polícia Federal vai investigar o envio de uma mensagem a ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o caso que envolve o ministro Marco Buzzi, afastado do cargo enquanto responde a um processo disciplinar por acusações de importunação sexual. A informação foi publicada pelo jornal O Globo nesta segunda-feira, 6.
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Segundo a reportagem, a mensagem foi enviada por um número com DDD do Rio Grande do Sul e afirmava haver uma “reviravolta” no caso. O texto dizia que uma das “supostas vítimas” teria declarado, em depoimento, que “não houve nada” e que Buzzi “sempre foi respeitoso”.
Ministros do STJ passaram a suspeitar que o disparo tenha como objetivo influenciar ou tumultuar o julgamento do plenário da Corte, previsto para agosto. Nos bastidores, integrantes do tribunal também classificaram o episódio como um caso de intimidação e desinformação.
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Acusações contra Buzzi seguem em apuração
Buzzi é acusado por duas mulheres. Uma delas é uma funcionária terceirizada que trabalhou em seu gabinete como secretária. A outra é uma jovem que afirma ter sido alvo de três tentativas de abordagem física do ministro durante férias em Balneário Camboriú (SC), em janeiro deste ano.
Ambas denunciantes mantiveram seus relatos. A defesa de Buzzi procurou uma terceira mulher mencionada no depoimento de uma das acusadoras, mas ela afirmou não ter conhecimento dos supostos episódios.
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O caso tramita sob sigilo no STJ. Conforme noticiado anteriormente por Oeste, a fase de depoimentos reúne as duas denunciantes e outras 20 testemunhas para a produção de provas. Ao fim dessa etapa, caberá ao plenário da Corte decidir se aplicará sanções administrativas ao ministro.
Quando as acusações vieram a público, Buzzi declarou que foi “surpreendido com o teor das insinuações divulgadas” e afirmou que elas “não correspondem aos fatos”. O ministro também disse que repudia qualquer alegação de que tenha cometido ato impróprio.
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